Meditação © Amplo Publications
“Da janela de minha casa olhei através da grade e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo. Ele vinha pela rua, próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela. Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. A mulher veio então ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração. (Ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita). Ela agarrou o rapaz, beijou-
O capítulo 7 dá seguimento ao alerta contra o adultério e a imoralidade assumindo uma forma diferente e marcante, a partir de uma vívida narrativa na qual Salomão conta que “da janela de minha casa olhei através da grade e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo”. Não é possível saber se Salomão conta um fato específico do qual foi realmente testemunha ocular ou se ele compõe essa narrativa com fins didáticos a partir de seu conhecimento da vida e dos relacionamentos. É possível que se trate de uma mistura dos dois, tendo ele visto a movimentação do rapaz e da mulher adúltera e tenha também suposto um diálogo que é comum a uma situação assim, já que dificilmente podia ouvir de sua janela o que se dizia entre aquelas pessoas. De qualquer modo, o “rapaz sem juízo” que ele avistou “vinha pela rua, próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela”. Parece que a tolice do moço vem inicialmente de ele andar na vizinhança da mulher que é fonte de tentação, mesmo sabendo que aquele que anda perto de um penhasco pode vir a cair nele.
Tão logo o viu, “a mulher veio então ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração”. Não é possível ver o coração das pessoas, mas é possível notar o que há nele ao ver seus efeitos externos, como as vestes provocantes e a atitude sedutora. Em função disso, o texto pinta o “rapaz sem juízo” como alguém ingênuo e não exatamente um pervertido. Sua tolice pode ser vista quando “ela agarrou o rapaz, beijou-
Mas por que uma mulher casada procuraria os braços de outro homem? Será que seu marido não a tratava bem, nem lhe dava o carinho de que tanto precisava? É possível que sim. Mas a verdade é que esse procedimento não era decorrente de um sentimento momentâneo e sim de um caráter corrompido que é visto na afirmação de que “ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita”. Sendo assim, seu próximo passo é aguçar a imaginação da sua presa com palavras doces e com promessas aprazíveis, dizendo: “Estendi sobre o meu leito cobertas de linho fino do Egito. Perfumei a minha cama com mirra, aloés e canela. Venha, vamos embriagar-
A única coisa que ainda separa esse rapaz do leito da mulher infiel é o medo de ser pego pelo marido, fazendo-
pr. thomas tronco

Leia a Meditação Anterior 
| Meditação 2017 |
| Meditação 2016 |
| Meditação 2015 |
| Meditação 2014 |
| Sebastiao Machado |
| Thomas Tronco |
| Marcos Granconato |
| Craig Etheredge |
| Armindo Lobato |
| Jerry Crisco |
| Marcus Wilding |
| Bárbara Hulse |
| Isaac Souza |