Meditação © Amplo Publications

18 de janeiro de 2017

Humildade, Uma Graça Que Poucos Querem!

Que tipo de pessoa é você? Você é do tipo que não leva desaforo para casa? Ouvi o testemunho de uma irmã que me disse: “Pastor, eu sou muito calma, até pisarem no meu calo, aí eu viro bicho!”, e também de outra irmã: “Pastor, seu sou uma seda, mas mexeu com meu filho viro uma leoa!”  Você entra em conflito quando seus direitos são violados? Por pouca coisa nós, cristãos, destruímos amizades e relacionamentos de anos de convivência. Por exemplo, como devemos saudar uns aos outros como igreja? Uma Comunidade se dividiu com xingamentos porque uma parte dizia que o correto era cumprimentar com “a paz do Senhor!”, mas outro grupo asseverava que o bíblico era “a paz de Cristo!”.   Irmãos e Irmãs, uma saudação é uma saudação, não há uma saudação mais espiritual que a outra. Cada cultura tem uma forma de saudar uns aos outros. O cristão pode sim cumprimentar uns aos outros com  “a paz do Senhor” ou “a paz de Cristo”, mas também com “Bom dia!” e “Boa noite!”. O importante é você ser sincero com suas palavras e não falar sem conteúdo, apenas da boca para fora.


Quem é o maior, ou melhor, entre nós?  Na última páscoa de Jesus, quando instituiu a ceia, havia uma discussão entre os discípulos sobre quem seria o melhor da turma. A base era o egoísmo, tal como o filho pródigo que chegou para o pai e disse: “Dá-me a minha herança!”. Quem iria lavar os pés dos discípulos? No Oriente por causa do calor e da poeira era necessário lavar os pés. Era uma questão de higiene, refrigério e saúde. Geralmente o Anfitrião contratava um escravo. Mas, se não houvesse um escravo para fazer o serviço, então o mais humilde do grupo deveria se prontificar para lavar os pés dos outros. Pelo que podemos deduzir do texto bíblico, nenhum dos discípulos quis se humilhar ao ponto de lavar os pés dos outros. Pelo contrário, começaram a discutir quem seria o maior entre eles.


Mas, algo extraordinário aconteceu entre os discípulos. Em João 13.4, Jesus que era o Anfitrião, o mais importante entre eles, levantou-se da mesa (da ceia – do jantar), tirou sua capa, colocou uma toalha em volta da cintura, derramou água na bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos. Temos em Jesus um ensinamento maravilhoso: Jesus passou a agir como o servo, o escravo, contratado para lavar os pés dos convidados. Ele demostrou com a prática o conteúdo da sua MISSÃO: Ele veio servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10.45).


Que lição preciosa para nós, não é mesmo? Penso que o serviço humilde é o antídoto contra o orgulho que gera brigas, partidarismos, falta de perdão e todo tipo de pecado. Jesus disse: “Bem aventurados os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus”. Orgulho é excesso de amor-próprio; de arrogância e de soberba. O orgulhoso acha que é mais importante e que faz mais que os outros, por isso exige ser tratado com deferência. Somente quando nos vestirmos com a suprema humildade de Jesus é que poderemos vencer o orgulho e destruir os partidarismos dentro da igreja. Somente quando nos vestirmos com a suprema humildade de Jesus Cristo conseguiremos viver em unidade, respeitar o próximo e servir amorosamente uns aos outros para glória do nosso Pai Celestial. A ferramenta de trabalho do servo era a toalha, portanto não se esqueça de tomar para si mesmo este instrumento no tratamento com seus semelhantes. Deus abençoe!

pr. sebastião machado

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