Meditação © Amplo Publications

5 de junho de 2018

A Troca de Valores

“Existem os que amaldiçoam seu pai e não abençoam sua mãe; os que são puros aos seus próprios olhos e que ainda não foram purificados da sua impureza; os que têm olhos altivos e olhar desdenhoso; pessoas cujos dentes são espadas e cujas mandíbulas estão armadas de facas para devorarem os necessitados desta terra e os pobres da humanidade” (Pv 30.11-14 NVI).



Em uma de suas mensagens anuais de Natal ao Parlamento britânico, a rainha Elizabeth II fez uma forte censura às pessoas dos seus dias. Ao falar dos perigos da era nuclear, ela disse: “Não são as novas invenções que constituem a dificuldade. O problema é causado por pessoas imprudentes que, descuidadamente, jogam fora ideais eternos como se fossem artigos velhos e desgastados. Eles têm rejeitado a religião, tratado a moralidade na vida pessoal e pública como se ela não fizesse sentido, tomado a honestidade como loucura e cultivado o interesse pessoal em lugar do domínio próprio”. Eu apenas li uma parte desse discurso, mas queria tê-lo presenciado para aplaudir de pé à rainha por suas palavras.


Na verdade, ela tocou em um ponto sensível: o fato de o homem ter abandonado não apenas Deus, mas também todos os valores que são caros ao Senhor. O resto é apenas consequência de tal afastamento. Assim, nesses quatro versículos, o autor alista uma série de atitudes e ações de pessoas que se voltaram contra valores pelos quais deveriam viver. É por isso que “existem os que amaldiçoam seu pai e não abençoam sua mãe”. Isso aponta para um egoísmo tão profundo que faz com que o pecador desrespeite e prejudique seus próprios pais para cumprir seus desejos pessoais. Citar os pais aqui significa que não há limites para alguém assim. É claro que não é fácil conviver com pecados desse tipo, a não ser para quem não consegue vê-los e que, ao contrário, imagina ser perfeito, pelo que o autor descreve os tais como aqueles que “são puros aos seus próprios olhos e que ainda não foram purificados da sua impureza”. Nem mesmo a falta de transformação e purificação é razão para que esses rebeldes se vejam como pecadores que precisam de Deus.


Esse impulso de se autojustificar e se considerar melhor e mais importante que os outros não anda sozinho, mas caminha lado a lado com um profundo desprezo pelos outros, pelo que o texto chama tais pessoas de “os que têm olhos altivos e olhar desdenhoso”. Por isso, perversos que nem sequer respeitam seus pais, tratam os outros com toda violência e maldade que possuem, sendo “pessoas cujos dentes são espadas e cujas mandíbulas estão armadas de facas para devorarem os necessitados desta terra e os pobres da humanidade”. Esses atos terríveis e repugnantes não vêm do nada, mas crescem a partir da rejeição de Deus e dos seus valores morais. Derrubada essa barreira de contenção contra o pecado, o homem já mostrou, ao longo da história, que não há limites para a maldade. Por isso, lute contra tais impulsos de rebelião desde o princípio, não se permitindo nada como desrespeitar os pais ou desprezar outras pessoas. Ao contrário, submeta-se completamente a Deus como o autor desses provérbios fez, reconhecendo sua limitação e exaltando a glória do Senhor. A uma atitude assim eu também aplaudiria de pé.

pr. thomas tronco 1

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